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Turquia quer esclarecimentos de Paris

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O primeiro-ministro turco exortou hoje a França a esclarecer "imediatamente" o assassínio de três militantes curdas, na noite de quarta-feira para quinta-feira em Paris, convidando ainda o presidente francês a explicar os seus encontros com os rebeldes do PKK.

"A França deve esclarecer imediatamente este caso", declarou Recep Tayyip Erdogan à televisão. "O chefe de Estado (francês) também deve explicar imediatamente aos franceses, aos turcos e ao resto do mundo porque é que lida com esses terroristas", adiantou.

O presidente François Hollande declarou que o assassínio de Sakine Cansiz, Fidan Dogan e Leila Soylemez é "terrível", adiantando que conhecia uma das três mulheres curdas, com quem se encontrava regularmente.
As três militantes, do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), foram mortas a tiro numa associação da sua comunidade em Paris.

"Como é que ele (Hollande) se podia encontrar regularmente com essas pessoas que são membros de um movimento colocado na lista da União Europeia das organizações terroristas e para as quais a Interpol emitiu um mandado de busca", questionou Erdogan.

O líder turco acusa regularmente países europeus, como a França e a Alemanha, de dificultarem a luta de Ancara contra os separatistas do PKK, criticando-os por os deixarem circular livremente nos seus territórios.

Fonte: dn.pt

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Ex-premier e chanceler disputarão segundo turno na República Tcheca

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O ex-primeiro-ministro de esquerda Milos Zeman e o atual chefe da diplomacia, Karel Schwarzenberg, passaram ao segundo turno da eleição presidencial na República Tcheca, com 24,22% e 23,40% dos votos, respectivamente, segundo resultados definitivos do Bureau de Estatísticas.

Zeman, ex-social democrata e chefe de governo entre 1998 e 2002, e Schwarzenberg, líder de direita de um dos partidos da coalizão governamental, se enfrentarão no segundo turno previsto para os dias 25 e 26 de janeiro.

O segundo e último mandato de cinco anos do presidente tcheco, Vaclav Klaus termina no dia 7 de março.
"Como na França, o duelo presidencial terá esquerda contra direita", disse Zeman em uma breve declaração à imprensa, lembrando que seu adversário é membro de um governo de centro direita fragilizado por diversos escândalos de corrupção.

Schwarzenberg reagiu afirmando que "Milos Zeman será um grande adversário, mas que representa a volta ao passado".

Este primeiro turno presidencial com voto universal direto teve uma taxa de participação de 61,31% dos 8,4 milhões de eleitores inscritos.

Concorriam ainda neste sábado o centrista Jan Fischer, chefe de governo interino em 2009 e 2010, que chegou entre os favoritos nas pesquisas, o vice-presidente do partido social democrata (CSSD), Jiri
Dienstbier, o compositor e pintor Vladimir Franz, cujo corpo é totalmente tatuado, e três mulheres: a presidente do movimento eurocético "Soberania", Jana Bobosikova; a atriz e ex-deputada Tatana Fischerova; e a eurodeputada da democracia cristã Zuzana Roithova.

O novo presidente será o terceiro a assumir o mandato depois da independência da República Tcheca, em 1993, seguindo o ex-dissidente Vaclav Havel, falecido em 2011, e do eurocético Vaclav Klaus, que tem seu segundo mandato de cinco anos prestes a terminar.

Ambos foram eleitos pelo parlamento em um procedimento questionado na ocasião. Em fevereiro de 2012, os deputados decidiram eleger, a partir dessa data, o novo presidente por meio do voto direto.
Embora o presidente tcheco não tenha amplos poderes como nos Estados Unidos ou na França, tem o poder de nomear ou destituir o primeiro-ministro e outros membros do governo, além de ratificar ou vetar leis aprovadas no parlamento.

O chefe de Estado também pode escolher membros para integrar o conselho de política monetária do banco central, nomear juízes e generais do exército.

A República Tcheca tem uma população de 10,5 milhões de habitantes e foi criada no dia 1ºde janeiro de 1993 da separação pacífica da então Tchecoslováquia em dois Estados independentes.

O país aderiu à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999 e à União Europeia em 2004, mas não pertence à zona do euro.

Em 2011, a República Tcheca registrou um crescimento de sua economia de 1,7%, após ter crescido 2,7 em 2010. Em 2012, o país entrou em recessão devido à crise econômica.

Fonte: TERRA

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Fracassa operação para libertar refém francês na Somália

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Fracassou a operação de Forças Especiais da França para libertar um refém na Somália. Uma tropa de paraquedistas foi usada no ataque. Os soldados saltaram no meio da madrugada para tentar surpreender os sequestradores, mas houve forte resistência.

O agente secreto francês Denis Allex está há três anos sob o poder de terroristas islâmicos do grupo Al Shabaab, ligado à Al Qaeda. Em um vídeo divulgado em outubro ele pede ajuda ao presidente François Hollande.

O ministro da Defesa francês, Jean Le Drian, disse que depois da operação o refém pode ter sido executado. Um soldado morreu e outro está desaparecido. Ao todo, 17 terroristas também morreram.

Fonte: G1

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França mantém ofensiva aérea em Mali contra avanço salafista

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A França manteve sua ofensiva aérea em Mali da noite de ontem à manhã deste domingo, em uma tentativa de conter o avanço rumo ao sul do país africano dos grupos salafistas que controlam a região norte, informou o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian.

"Há incursões de maneira constante", disse Le Drian em entrevista à rede de TV i-télé na qual lembrou que o objetivo final é fazer com que Mali recupere sua integridade territorial. O ministro acrescentou que aviões franceses conseguiu destruir hangares e outros alvos "sensíveis" e insistiu que a "França está em guerra contra o terrorismo, esteja onde estiver".

A ação francesa, que inclui o envio de unidades à capital malinesa, Bamaco, não foi preparada com muita antecedência, mas teve que acontecer às pressas, segundo Le Drian, devido ao pedido de ajuda feito na quinta-feira pelo presidente interino de Mali, Dioncunda Traoré, e pela constatação de que se a França não agisse, Bamako "teria caído em dois ou três dias".

A ofensiva salafista, que começou na quinta-feira, é liderada pelo grupo Ansar Al Din, apoiado pelos jihadistas da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e pela organização Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MYAO), que de acordo com Le Drian são grupos "muito bem armados e motivados".

"Esses terroristas são ao mesmo tempo uma mistura perigosa entre fundamentalistas islamitas e mercenários e traficantes", explicou nessa entrevista, na qual declarou que embora sejam "os mesmos que buscam fazer do território entre Mauritânia e Líbia um espaço sem lei, a novidade é que decidiram se agrupar para atuar".

O ministro acrescentou que o piloto de helicópteros francês morto ontem durante a ofensiva aérea foi atingido por um disparo, e não por um míssil, e disse que entre os rebeldes houve "um número significativo de baixas", que não revelou.

Fonte: TERRA

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